Rodoviários ampliam reivindicações e mantêm greve geral em Manaus mesmo com promessa de pagamento dos salários
A greve geral dos rodoviários de Manaus continua por tempo indeterminado, mesmo diante da promessa de pagamento dos salários atrasados da categoria. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários, Givancir Oliveira, afirmou que o movimento ganhou novas reivindicações e que o retorno dos ônibus não depende apenas da regularização dos vencimentos.
Segundo o sindicalista, a categoria pretende discutir uma série de mudanças com as empresas de transporte e a Prefeitura de Manaus. Entre os pedidos está o fim do banco de horas utilizado em feriados. Os trabalhadores defendem que as horas extras sejam pagas diretamente em dinheiro.
Outra reivindicação apresentada é a reforma dos terminais de integração da capital. Givancir classificou as condições dos locais como insalubres e cobrou melhorias estruturais urgentes para trabalhadores e passageiros.
Os rodoviários também querem mudanças na forma de pagamento da gratificação destinada aos motoristas que acumulam a função de cobrador. A categoria defende que o benefício, atualmente concedido por meio de cartão, seja pago em espécie.
A pauta inclui ainda a ampliação do auxílio-creche de R$ 300. Atualmente, o benefício é destinado às mulheres da categoria, mas o sindicato cobra que o pagamento também seja estendido aos pais trabalhadores.
Greve segue sem prazo para terminar
O movimento conta com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), representada por Valdemir Santana, além do vereador Jaildo Oliveira. De acordo com Givancir, a greve continuará até que seja realizada uma reunião considerada transparente pelo sindicato, com a presença da imprensa.
“Vamos continuar até que nos convoquem para uma reunião transparente”, afirmou o presidente da entidade.
Durante o pronunciamento, Givancir também criticou a diferença entre as multas aplicadas a empresas e trabalhadores em situações envolvendo a paralisação. Ele questionou a decisão que prevê multa diária de R$ 5 mil para concessionárias em caso de atraso nos pagamentos e afirmou que a categoria teme punições mais severas por parte da Justiça do Trabalho.
O presidente do sindicato pediu desculpas à população pelos transtornos provocados pela paralisação, mas reforçou que a categoria permanece aberta ao diálogo. Apesar disso, os rodoviários mantêm a greve até que as novas reivindicações sejam oficialmente discutidas com os responsáveis pelo sistema de transporte coletivo.



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