Satélites da NASA revelam avanço da fumaça tóxica e poluição crítica no Amazonas
Imagens de satélites da NASA revelaram uma extensa camada de fumaça cobrindo o Amazonas e a região metropolitana de Manaus. O cenário é resultado das queimadas e dos incêndios florestais que atingem diferentes áreas do estado, agravando a poluição atmosférica.
A situação preocupa devido aos altos níveis de partículas finas presentes no ar. Em pontos de monitoramento da capital, a concentração de PM2,5 ultrapassou 490 microgramas por metro cúbico, índice considerado péssimo e muito acima do limite de alerta utilizado pelo sistema de monitoramento ambiental.
Queimadas agravam a poluição
O avanço da fumaça está relacionado ao aumento dos focos de calor em municípios do sul e da região central do Amazonas, incluindo Apuí, Novo Aripuanã, Lábrea, Autazes e Boca do Acre.
Além de reduzir a visibilidade, a fumaça contém partículas que podem penetrar profundamente no sistema respiratório. A exposição pode provocar irritação nos olhos e na garganta, tosse e agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares.
População deve redobrar os cuidados
Diante da piora da qualidade do ar, a recomendação é evitar exercícios físicos e outras atividades ao ar livre, principalmente durante os períodos de maior concentração de fumaça. O uso de máscaras PFF2 ou N95 também é indicado para reduzir a inalação de partículas finas.
Manter os ambientes internos fechados durante os episódios de fumaça intensa, reforçar a hidratação e acompanhar os alertas das autoridades são outras medidas importantes. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias devem ter atenção redobrada.
O cenário reforça a gravidade dos impactos das queimadas no Amazonas, que ultrapassam as áreas atingidas pelo fogo e afetam diretamente a saúde e a qualidade de vida da população.



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