Desmatamento concentra 71% das investigações de crimes ambientais no Amazonas
O desmatamento e a exploração ilegal de madeira concentram a maior parte das investigações relacionadas a crimes ambientais de grande impacto no Amazonas. É o que aponta um levantamento sobre a atuação das forças de segurança no combate aos crimes ambientais na Amazônia Legal.
Entre 2023 e julho de 2025, a Polícia Civil do Amazonas instaurou 171 inquéritos policiais ambientais. Cerca de 31% deles foram classificados como crimes de impacto amplo, categoria que inclui desmatamento, queimadas, garimpo ilegal e outras infrações com potencial de causar grandes danos ao meio ambiente.
Dentro desse grupo de crimes de maior impacto, 71% das investigações estavam relacionadas à exploração ou ao desmatamento florestal. Os demais casos envolviam crimes contra a fauna silvestre, incêndios florestais e poluição.
O levantamento também chama atenção para a diferença no número de investigações entre os estados da Amazônia Legal. No mesmo período, o Pará registrou 7.530 inquéritos ambientais, enquanto o Amazonas contabilizou 171.
Segundo a análise, a diferença pode estar relacionada a fatores como subnotificação, limitações operacionais e efetivo disponível para investigação e registro dos crimes ambientais.
As operações realizadas no Amazonas durante o período analisado tiveram foco em crimes considerados de grande impacto, incluindo desmatamento, queimadas e garimpo ilegal. Entre as ações destacadas estão operações integradas que reúnem forças de segurança e órgãos ambientais.
O estudo aponta ainda que o fortalecimento da capacidade investigativa é fundamental para identificar não apenas os responsáveis diretos pelos crimes, mas também as estruturas econômicas e logísticas que sustentam atividades ilegais na floresta.



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