Brasil é o país que mais teve aumento de tarifas dos EUA desde retorno de Trump ao poder
O Brasil se tornou o país que mais registrou aumento nas tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos desde o retorno de Donald Trump à Presidência norte-americana. A mudança ocorre após o governo dos EUA anunciar uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
O levantamento considera os 30 países que mais exportam para o mercado norte-americano e aponta uma forte elevação na média das alíquotas cobradas sobre mercadorias brasileiras desde janeiro de 2025.
Naquele período, a tarifa efetiva média dos Estados Unidos sobre produtos do Brasil era de 1,19%. Com as medidas anunciadas durante o governo Trump, a média passou para 11,66% e deve chegar a 14,42% ao fim de julho, quando as novas tarifas entrarem em vigor.
O aumento representa um salto de mais de 13 pontos percentuais na cobrança média sobre produtos brasileiros.
Nova tarifa começa a valer em julho
O governo dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira (15) uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida está prevista para entrar em vigor no dia 22 de julho e foi anunciada após uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
A cobrança, no entanto, não será aplicada a todos os produtos. Uma lista de exceções foi estabelecida pelo governo norte-americano, incluindo itens considerados estratégicos para o comércio entre os dois países.
Com a nova medida, o Brasil passa a ocupar o topo do ranking entre os principais parceiros comerciais dos EUA no aumento acumulado das tarifas desde o início do segundo mandato de Trump.
Governo brasileiro critica decisão
O governo brasileiro classificou a nova tarifa como injustificável e afirmou que pretende avaliar medidas de resposta. Entre as possibilidades está a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, além de ações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A decisão também aumentou a tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Autoridades dos dois países trocaram críticas públicas durante as negociações, enquanto o governo norte-americano atribuiu a falta de um acordo a supostas práticas comerciais consideradas injustas.
Do lado brasileiro, a avaliação é de que a medida possui caráter político e econômico. O governo afirma que manteve disposição para negociar e contesta as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.
A elevação das tarifas ocorre em um momento de forte disputa comercial promovida pelo governo Trump, que vem adotando medidas para aumentar a cobrança sobre produtos importados de diferentes países.



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